sábado, 19 de setembro de 2009

PEUGEOT 207 PASSION XS AUTOMÁTICO



Os carros da Peugeot não vendem muito. Na primeira quinzena do mês de setembro, o ranking da Fenabrave mostra a marca somente na décima posição dentre todas as montadoras nacionais, mesmo com mais modelos à disposição no mercado do que Toyota, Hyundai e Citroën, respectivamente 7º, 8º e 9º lugares no ranking. Sua fama não lhes ajuda muito: dizem por aí que são carros frágeis, de manutenção complicada e cara.



Porém, o que não se pode negar é que são, em sua maioria, carros com acabamento superior e aparência de requinte desde as versões de entrada. E, com a manutenção preventiva feita corretamente e em dia, não são menos resistentes que modelos de outras montadoras. Uma das boas opções que se tem na linha Peugeot é o 207 Passion XS, que, na versão automática, é o sedã mais barato com este tipo de câmbio à venda no Brasil. E não é um câmbio automático qualquer: desenvolvido com tecnologia Porsche, o sistema é Tiptronic, com possibilidade de trocas manuais.


Aproveitando o último mês com isenção do IPI, esta versão, que ainda vem com ar digital, direção hidráulica, trio elétrico, alarme, computador de bordo, ABS, rodas de alumínio, ajustes de altura de banco e coluna de direção, sensores crepuscular e de chuva, está sendo vendida em concessionárias de São Paulo por módicos R$ 46.600,00. É praticamente o mesmo preço praticado pelo Renault Symbol, que tem a mais o airbag duplo e o CD player de série, mas que não traz toda a perfumaria tecnológica do Passion.


Por dentro a sensação é de verdadeiro conforto. Ao contrário do que pensei, encontrei um sedã com espaço razoável na frente, apesar de estreito, e que me acomodou bem (tenho 1,90m de altura) – mas é claro que, comigo como motorista, somente crianças poderiam viajar atrás de mim. Os bancos são ótimos bem como seus tecidos, de ótima aparência, costuras e toque. Os plásticos do painel também são de ótima qualidade e as partes cromadas ou que imitam alumínio acabam de conferir à cabine o ar de status e requinte que a versão propõe. E se o espaço no portamalas não é dos maiores (420 litros, dado de fábrica), a Peugeot teve o cuidado de forrar as dobradiças e revestir cuidadosamente todo o compartimento, num resultado que supera e muito carros como o Honda City, por exemplo.


O desempenho não pôde ser conferido de forma mais detalhada, porque no percurso do test-drive pegamos um congestionamento razoável. Ainda assim foi possível perceber, nas poucas aceleradas que consegui dar, que o torque de 15,4 mkgf é bastante satisfatório para a cidade. A única ressalva vai para a lentidão de respostas do câmbio. Em primeira marcha, ao acelerar, senti algo parecido com um “turbolag”: mesmo afundando o pé, o carro continuava lento, sem resposta, mas de 1,5 a 2 segundos depois ele arrancava vigorosamente. Ainda assim percebi que não é algo com o qual não se acostume. A maior vantagem do câmbio, porém, foi que não senti nenhum tranco, nem em passagens de marcha nem em reduções, especialmente da segunda para a primeira (reclamação comum em testes e entre proprietários).

Em cidades como São Paulo, onde congestionamentos são corriqueiros e não adianta nada se estressar, carros com câmbio automático são ótimas pedidas. Cansam menos e, em geral, por pertencerem a segmentos superiores, são mais confortáveis, mais bem acabados e mais silenciosos. Se custarem menos, melhor ainda. O 207 Passion Automático cabe bem nesta descrição e acabou se revelando uma boa surpresa.

6 comentários:

  1. Muito legal, gostei do seu artigo, quero comprar um Passion, mas a maioria das descrições em revistas e sites especializados é superficial.

    Parece até tendenciosos, pois alguns falam muito mal do carro. Mas eu não consigo ver esse carro como um tipo "segunda linha", essa versão XS automático é digno de ser chamado de carro de luxo.

    Abraço!

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  2. Comprei um zero Km modelo 2012. Sinto muita diferença do câmbio automático qdo comparado com outros carros automáticos que dirigi. O carro parece "preso", as marchas são trocadas em um giro mais alto, mesmo no modo econômico. Falta um "overdrive". Por exemplo, no Corola, quando em movimento de aceleração, basta retirar o pé do acelerador que a marcha superior é trocada permitindo rodar com giro bem baixo (isso não ocorre com o do 207). Qdo em movimento, independente da velocidade, ao se retirar o pé do acelerador, o carro não "desliza" como se estivesse em ponto morto (como no Corola), pelo contrário, vc sente o "freio motor" atuando como se fosse um câmbio manual, principalmente qdo se está em velocidade de quase parando, vc sente uma forte tranco, é a primeira marcha entrando. Outro exemplo, somente acima dos 70 Km/h que a 4a. e última marcha entra, reduziu um pouco e logo vc sente pelo giro que o carro esta rodando em 3a. marcha. Por incrível que possa parecer, em congetionamento ou em curtos deslocamentos onde não se consegue passar dos 40 ou 50 Km/h, é mais confortável e econômico usar a troca manual. Outro fato bem marcante que notei é o alto consumo de combustível para um carro 1.6, mesmo usando apenas gasolina de boa procedência.

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  3. totalmente correto o comentário do nosso amigo anonimo, que reflete que é um bom carro, mas as deficiencias com o cambio e o elevado consumo, os torna praticamente um esportivo..

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  4. realmente é isso mesmo, o veiculo gasta demais e trabalha em giro elevado demais para um automatico que não tem apelo esportivo.

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  5. creio que deveria ser mais silencioso. O ruído das rodas no asfalto passam muito para o interior do carro.

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  6. tenho um 2011 40 mil km dando tranco no cambio e baixando óleo oq faço com este bambu em Peugeot

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