quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

MELHOR COMPRA DE 2010 – RESULTADO FINAL



Acabou a expectativa: foram apurados os votos e o resultado final da eleição MELHOR COMPRA DO ANO – RACIONAUTO saiu! O vencedor é...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

MELHOR COMPRA DE 2010 – 2ª. ETAPA





Chegamos à segunda etapa da votação MELHOR COMPRA DE 2010. Leitores, seguidores e amigos do blog escolheram, dentre 182 carros em 23 categorias, o melhor em cada uma delas. E agora o desafio é decidir, dentre os vencedores, o carro que todos consideram a melhor compra, ou seja, o que tem o melhor custo x benefício do país.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

CARRO PARA A FAMÍLIA



Entre um crossover, um SUV, uma minivan e uma perua, qual é a melhor escolha?

Família é uma coisa complicada. Agradar a todos é sempre muito difícil, especialmente quando se trata de comprar um carro novo. Se o filho olha mais para o design, a filha prefere o conforto; se a mãe busca funcionalidade, o pai procura desempenho. E a vovó, claro, diz que carro bom é o que tem portamalas grande. Encontrar um modelo que reúna o melhor de todos os mundos realmente não é tarefa fácil.

domingo, 5 de dezembro de 2010

RENAULT MÉGANE GRAND TOUR x VW SPACEFOX




Recentemente, a Renault divulgou os preços do sedã Fluence, seu lançamento mais recente, que aposentou o Mégane Sedan. Mas a boa notícia para os admiradores do modelo é que a perua Grand Tour – que sempre foi considerada mais bonita e equilibrada que o sedã – continua em produção. E não pára por aí: a marca francesa, numa estratégia ousada e muito vantajosa para o consumidor, a reposicionou no mercado, baixando seu preço para R$ 48.490,00 – ou R$ 49.380,00 com pintura metálica, único opcional disponível.

sábado, 27 de novembro de 2010

AUTOSMOTIVOS – ANUNCIE SEU CARRO DE GRAÇA










A Internet hoje nos traz informação e serviços de todo tipo, de forma cada vez mais rápida e dinâmica. E se hoje muita gente ainda gasta um bom dinheiro com suas conexões e serviços online, a tendência é que, no futuro, tudo seja disponibilizado gratuitamente. Porém, o mercado automotivo ainda resiste: a maioria dos sites e mecanismos de compra e venda de automóveis pela Internet são pagos e com cadastro demorado e cheio de burocracias.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

MELHOR COMPRA DE 2010



Este foi um ano muito importante para a indústria automotiva brasileira. O Salão do Automóvel de 2010 bateu todos os recordes de público e de negócios, foram muitos os lançamentos e o número de automóveis vendidos no país tem aumentado cada vez mais. Isso mostra que as marcas nacionais e importadas de automóveis no Brasil não têm medido esforços para conquistar o consumidor, ampliar seus números de vendas e sua representatividade a nível mundial. Por isso, na sua segunda edição, o Racionauto quer saber: dentre os carros vendidos no Brasil em 2010, qual deles representa a MELHOR COMPRA?

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

SALÃO 2010: MARCAS PREMIUM



Enquanto as marcas chinesas investem e batalham para se tornarem conhecidas em todo o mundo, as marcas chamadas “premium” não precisam fazer praticamente nada para chamar a atenção. Qualquer modelo que lancem, em qualquer tamanho e faixa de preço, vira sucesso automaticamente. Neste Salão, todas foram muito bem representadas por modelos de tirar o fôlego: superesportivos, conceitos, lançamentos e até modelos mais acessíveis, mas sempre excelentes.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

SALÃO 2010: AS CHINESAS (Parte 1)



Falar sobre as marcas chinesas no Salão do Automóvel 2010 não é algo que possa ser feito apenas mostrando fotos. A presença dessas marcas entre nós pode marcar o início de uma mudança considerável nos números do mercado. Basta pensar no que esses carros oferecem, no preço que custam e no quanto ainda podem melhorar em acabamento, qualidade de construção e segurança, principalmente em comparação aos seus concorrentes nacionais diretos (que, na maioria, são inseguros, mal acabados e mal construídos), para concluir que, se hoje ainda há motivos para desconfiar, há outros bons motivos para dar a eles um voto de confiança.

SALÃO 2010: AS CHINESAS (Parte 2)



Haima


Haima 2

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

SALÃO 2010: AS COREANAS



Com exceção das marcas de supercarros, talvez nenhuma montadora tenha brilhado tanto neste Salão quanto as coreanas. Hyundai, Kia e Ssangyong se destacaram pelo número de lançamentos e pela qualidade dos produtos expostos, que justificam o aumento constante em suas vendas no país e os stands sempre congestionados.

sábado, 13 de novembro de 2010

SALÃO 2010: AS JAPONESAS




No Brasil, a Honda e a Toyota são marcas praticamente idolatradas. Graças aos seus bons (e caros) modelos nacionais, muita gente passou a se interessar mais pelas outras marcas nipônicas representadas no Brasil. Todas estiveram no Salão 2010, ainda que algumas tenham deixado a desejar.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

SALÃO 2010: AS FRANCESAS



Cada uma das marcas francesas presentes no Brasil se estabeleceu de uma forma, buscando um público diferente. A Renault, além de ter inaugurado o segmento de minivans no país com a Scénic, se notabilizou por oferecer carros de baixo custo e grande benefício, como o Logan, o Sandero e, atualmente, o velho Clio – único popular com 3 anos de garantia total. As duas marcas do grupo PSA também seguiram rumos distintos. A Citroën sempre trabalhou para se firmar como marca premium, oferecendo produtos completos e bem acabados. Já a Peugeot, desde a disponibilização do antigo 206 1.4 com preço abaixo dos 30 mil reais, mira num consumidor que busca melhor acabamento e mais desempenho num modelo de baixo custo, além de ter sido a primeira marca fora do quadrilátero Fiat/Ford/GM/VW a lançar uma picape pequena no Brasil – a Hoggar.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

SALÃO 2010: AS QUATRO GRANDES



A Volkswagen foi a primeira montadora a se destacar em vendas no Brasil, graças ao eternizado Fusca. Depois, vieram Chevrolet e Ford, com seus modelos longevos e memoráveis. Por último chegou a italiana Fiat – que se tornou a número um do país em vendas. Hoje elas são informalmente denominadas de “As Quatro Grandes”, e detém a maior fatia de nosso mercado automotivo.

sábado, 6 de novembro de 2010

SALÃO 2010: OS CARROS-CONCEITO (Parte 1)




Comemorar 50 anos é um feito memorável. Com sua primeira edição em 1960, sendo primeiro anual e depois passando a bienal, o Salão do Automóvel de 2010 celebra seu aniversário trazendo a maior variedade de marcas e modelos de toda a sua história. E dentre esses modelos se destacaram os carros-conceito – igualmente, nunca em tão grande número por aqui.

SALÃO 2010: OS CARROS-CONCEITO (Parte 2)





Kia Soul'ster

Kia Soul'ster

Crossover baseado no Kia Soul que pode ser visto como um conversível ou uma picape, combinando ainda o espaço e a modularidade de uma minivan com um design esportivo.


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

SALÃO 2010: MALUQUICES E BREGUICES



Num salão do automóvel tudo é possível. Este ano, ainda que tenha pecado pela pouca quantidade de lançamentos, o Salão merece aplausos pela quantidade de modelos e pelas atrações em praticamente todos os stands. Shows, Jam-sessions, gravação de comerciais pelo público, karaokês, carros-robô, intervenções teatrais e de dança, arenas com jogos interativos e até stand-up comedy com improvisos; tudo para chamar a atenção das milhares de cabeças que circulavam por stands ora sem graça e sem novidades, ora dinâmicos e muito interessantes.


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

SALÃO 2010: OS SONHOS DE CONSUMO



Pensei em começar os posts sobre o Salão do Automóvel falando sobre carros com bom custo x benefício, que valem (ou valerão) a pena por diversos motivos. Mas olhando e editando as fotos, percebi que é simplesmente impossível não ficar babando com os supercarros expostos ali.

Ok, o blog tem uma proposta racional e supercarros, por definição, são emocionais. Mas calma aí: ninguém está dizendo que você vai comprar essas máquinas nem considerando se vale a pena tê-las. Se você gosta de carros, irracional seria não ADMIRAR!

Então, de presente para você, uma galeria de fotos dos sonhos de consumo do Salão 2010.

SALÃO DO AUTOMÓVEL 2010



A partir de hoje e pelos próximos dias você, que é leitor e seguidor do RACIONAUTO, poderá ver aqui tudo o que acontece no Salão do Automóvel 2010, no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo. Serão matérias diversas, elaboradas sob um ponto de vista diferente do que se costuma divulgar nas publicações especializadas: tudo para que você conheça todas as novidades, lançamentos, os carros que vale a pena ter e até os sonhos de consumo que apareceram por lá.

Não perca: Salão do Automóvel 2010 no RACIONAUTO.


video


Filmagem: Rubinho Angelon

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

NOVO FIAT UNO SPORTING




A Fiat revelou mais um modelo que vai estrelar a “saga” Sporting. Depois do finado Stilo, do Punto, do Idea e da Strada (que só apareceu para as publicações, mas não para o consumidor), agora é o Novo Uno quem ganha o sobrenome - que tem a intenção de ser alusivo aos grandes esportivos da marca.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

FIAT MOSTRA SEU NOVO HATCH MÉDIO, O BRAVO





Fiat Bravo




Fiat Bravo - Painel




Fiat Bravo


O Fiat Punto é um dos maiores sucessos da Fiat no Brasil – parte por causa de seu belíssimo design. Uma máxima que já foi repetidamente compartilhada aqui é que design, se não é tudo em um carro, ajuda (e muito) a vendê-lo.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

MELHOR CUSTO X BENEFÍCIO ENTRE 40 E 50 MIL



Em oposição ao seu desempenho ainda tímido no mercado, o Chery Cielo Sedan foi considerado o de melhor custo x benefício dentre todos os sedãs apresentados na última enquete do Racionauto, com 21% dos votos. Mais surpreendente ainda é a porcentagem de outros modelos não tão bem aceitos pelo mercado, que aqui são vistos como opções melhores que os mais vendidos.


Cielo x Tiida Sedan x Cerato x Symbol


domingo, 10 de outubro de 2010

RACIONAUTO - TOP 100



Com apenas 1 ano, o RACIONAUTO consegue o reconhecimento de seu público e se torna um dos 100 blogs profissionais de variedades mais votados do site Top Blog, um dos que mais hospedam e divulgam a blogosfera no Brasil. Mas as coisas podem ficar ainda melhores!


O site Top Blog Busca oferece um serviço gratuito de busca, indexação e divulgação de blogs em língua portuguesa, que reúne uma numerosa comunidade virtual de editores e leitores de blogs. O sistema faz um ranking dos mais visitados, relaciona os mais populares e classifica os Blogs mais acessados. Já o Top Blog Prêmio é um sistema interativo de incentivo cultural destinado a reconhecer e premiar, mediante a votação popular e acadêmica (júri acadêmico) os blogs brasileiros mais populares, que possuam a maior parte de seu conteúdo focado para o público brasileiro, com melhor apresentação técnica específica a cada grupo (Pessoal, Profissional e Corporativo) e categorias. (Fonte: Topblog.com.br)


O RACIONAUTO pode conseguir este prêmio e se tornar o blog mais votado do Brasil - com a sua ajuda! Para que isso aconteça, basta você clicar no banner do TOPBLOG à sua direita e votar com seu nome e e-mail, confirmando o voto logo a seguir. Tudo muito fácil, rápido e seguro!


Vamos lá! Faça do RACIONAUTO o blog automotivo mais reconhecido e votado do Brasil!



quarta-feira, 6 de outubro de 2010

NISSAN TIIDA SEDAN




Todo mundo sabe que, no Brasil, carro bonito vende mais do que carro feio – ainda que beleza seja critério subjetivo de compra. Mesmo assim, sabendo que há um público que não se importa muito com isso (ou que tem padrões de beleza diferentes da maioria), certas marcas continuam lançando modelos que atendem às suas exigências mais lógicas e menos passionais.

sábado, 18 de setembro de 2010

RACIONAUTO – 1 ANO!





Muita gente, hoje em dia, tem se decepcionado com o jornalismo automotivo. São várias as comunidades virtuais onde leitores têm exposto seu descontentamento pelas revistas com mais publicidade e menos conteúdo que nunca, pelas reportagens tendenciosas com conclusões mirabolantes a respeito de modelos ultrapassados ou desonestos e pelo preço das edições, que mesmo com tantas manifestações contrárias, está indo cada vez mais para o alto.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

FOTOS OFICIAIS DA NOVA GM MONTANA




A Rede tem seu lado bom e seu lado cruel. O lado bom é que ela consegue ser muito mais ágil que qualquer outro mecanismo de comunicação. E o lado cruel é que, muitas vezes, certas informações sigilosas acabam sendo divulgadas antes do tempo.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

HONDA CIVIC LXS MT



Honda New Civic LXS MT


O New Civic é praticamente uma unanimidade em termos de dirigibilidade, design e resistência mecânica. Aliás, falar de um carro já exaustivamente testado por inúmeras publicações especializadas parece chover no molhado. Mas a questão é que, nos últimos meses, o Civic tem perdido várias posições no ranking de vendas, mesmo sendo ainda um carro atraente e com a certeza de ter pelo menos mais 1 ou 2 anos de mercado. Para se ter uma idéia, até agosto deste ano, o número total de unidades vendidas do Civic é quase a metade das de seu arqui-rival Corolla (19.870 Honda X 35.108 Toyota). O que acontece?


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O DESAFIO DAS MULTIVANS



Fiat Doblò Adventure


A maioria das pessoas, quando vai comprar um carro, pensa em coisas objetivas (desempenho, segurança ou relação entre custo e benefício) ou subjetivas (beleza, dirigibilidade ou tradição da marca). Mas uma minoria despreocupada crê que um carro é nada além de um meio de transporte, que só precisa ter o essencial para ser considerado numa compra. E no meio dessa minoria, algumas pessoas precisam simplesmente de espaço.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

CHERY CIELO SEDAN



Chery Cielo Sedan

Você quer um bom carro, quer sair do óbvio e não está preocupado, a princípio, com revenda? O Chery Cielo Sedan, recém-lançado no Brasil, é uma ótima opção. Depois de ter testado o Tiggo (novembro de 2009) e verificado seus pontos fortes e fracos, confesso que criei boas expectativas para este test-drive, mas me concentrei em não deixar minhas impressões anteriores sobre o SUV influenciarem este resultado. De todas as formas, não foi preciso: o Cielo causou boa impressão desde o princípio.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

BMW 320i JOY


BMW é BMW. Certo, parece simplista – ou bairrista – demais. Mas se há uma coisa que todo mundo sabe é que as marcas premium alemãs estão no topo do ranking quando o assunto é qualidade de construção, dirigibilidade e, principalmente, status. Por isso, é fácil entender o que o comprador de um BMW busca em primeiro lugar.

sábado, 29 de maio de 2010

NOVO FIAT UNO






O Brasil é um país muito peculiar no que diz respeito à sua cultura automotiva. Não deixa de ser sempre surpreendente a constatação dos motivos que levam a maioria dos consumidores a optar pelos líderes de cada segmento. Porém, ainda que a fama do carro e a confiança na marca sejam motivos fortes para se escolher um carro por aqui, o ciclo de renovação de nossa frota costuma ser muitíssimo longo, mais que o razoável. Vamos combinar que, se o ciclo fosse mais curto, ninguém ficaria triste. Todo carro merece uma renovação.












E falando em renovação, a bola da vez é o Uno, um dos “jurássicos” de nosso mercado, nascido Uno, rebatizado como Uno Mille e outra vez como Mille, que vendia (e ainda vende) como pão quente mas já merecia uma repaginada completa. Foi o que a Fiat fez: de qualquer ângulo que se olhe, não há um item sequer compartilhado com a velha “botinha ortopédica – ainda que suas linhas, de forma geral, remetam ao primeiro modelo, num resultado denominado pela própria marca como “quadrado arredondado”. Há quem tenha detestado a falsa grade dianteira (os quadradinhos à esquerda), bem como quem tenha achado as rodas pequenas demais para as caixas ou os faróis grandes demais em relação ao todo. Por outro lado, há quem tenha enxergado no novo Uno o must da modernidade, da beleza ou da inovação em design. O que dá pra dizer é que, no mínimo, ele ficou bastante interessante.
















Mas beleza não põe mesa; o que importa é saber se o novo Uno é um bom produto. E a lógica diz que uma boa análise começa a partir da acomodação ao volante. Com isso vieram 2 boas surpresas e a primeira decepção. Uma das surpresas foi ver como as portas fecham bem, sem esforço e sem aquele barulho de metal contra metal bem característico do Mille. Não chega a ser abafado como um Corolla, mas fica no mesmo nível do Punto – e isso mostra preocupação com a qualidade de construção. A outra foi a boa impressão em relação ao acabamento e ao layout da cabine, especialmente do novo painel de instrumentos à la Fiat 500. Já a decepção foi constatar como o novo Uno é apertado, pelo menos para motoristas mais altos. O problema não é o espaço para a cabeça, bastante suficiente, mas sim a posição do banco – que não chega tanto para trás quanto esperei – e do volante – que se não tiver ajuste de altura vai massacrar as pernas. Nem descendo o encosto consegui ficar confortável. E isso mostra que o Uno não é carro para gente grande, no sentido mais literal da palavra.















Atrás, por incrível que pareça, me acomodei melhor que na frente. Mas, claro, ele não é lá uma Brastemp. O espaço é razoável, no mesmo nível do velho Mille – em que pese a pouca distância entreeixos, de 2,38 metros. Pelo menos ele é alto e, em tese, tem boa largura útil para um compacto (o Ford Ka tem exatamente a mesma largura – 1,64m –, mas o formato de caixote do Uno faz o interior ser mais bem aproveitado). O portamalas está na média, com 280 litros (ou 290, se você regular o encosto do banco traseiro na posição mais vertical).

Mal acomodado ou não, fui para o test-drive. Outra vez, uma surpresa e uma decepção. A surpresa foi a versão 1.4 Attractive, e a decepção foi a 1.0 Vivace. Infelizmente a loja não tinha nenhuma unidade do Way, 1.0 ou 1.4; fica para uma próxima reportagem. Mas vamos aos fatos.














Todo mundo sabe que, hoje em dia, 88 cv e 12,5 kgfm de torque num motor 1.4 é pouco. O 1.4 do Agile, por exemplo, rende 102 cv e tem 1 kgfm a mais de torque. Mas pouca potência nem sempre é ruim, se o carro for leve – é o caso do Uno. São somente 925 kg distribuídos num corpo pequeno, e isso traduz-se em agilidade. No comparativo da Quatro Rodas de Junho entre Agile e Uno, o Fiat saiu-se melhor em aceleração e retomadas, e isso acaba de vez com a fama de lerdeza dos motores 1.4 da Fiat. Aliás, não somente lerdeza, mas aspereza também. O novo Uno 1.4 é bem mais suave em funcionamento e o nível de ruído é aceitável para o segmento. Mas o 1.0...














Ok, ele não estava amaciado. Tinha mil e poucos km marcados no hodômetro. Mesmo assim, conhecendo a agilidade do Mille em arrancadas e retomadas, foi impossível não ficar frustrado com a falta de disposição do novo motor. Tendo como comprovação técnica a marca obtida no teste da Quatro Rodas, de 17,1 segundos da imobilidade até 100 km/h, fica fácil constatar que ele é lerdinho, mesmo. Carros mais antigos, como os GM Celta, Prisma e Classic, e ainda o novo Gol (sem falar no próprio antecessor, o Mille) fazem o mesmo em menos de 15 segundos. Ao menos ele é, assim como seu irmão com motor maior, gostoso de dirigir (pessoas de menor estatura o acharão melhor ainda). Seu acerto de suspensão fica num meio-termo entre Palio e Mille. É confortável, mas nem de longe lembra o Palio, que sempre achei molenga demais. Ficou estável sem ser duro e confortável sem ser mole. Well done, Fiat.
















Em equipamentos, ele dá um banho na concorrência. Não necessariamente nos equipamentos de série, mas na possibilidade de personalização. Nenhum carro do segmento dos subcompactos jamais apresentou tamanha variação entre itens de conforto, tecnológicos, de design e de segurança. Neste aspecto ele está mais para o Fiat 500, o que é ótimo. Mas calma, tudo tem seu preço. A versão mais em conta é a Vivace 1.0, que sai, no site da Fiat, por R$ 27.350,00 e traz de série o essencial e mais porta-objetos nas portas dianteiras, apoios de cabeça traseiros, banco traseiro rebatível e com 2 posições para o encosto, econômetro e Fiat Code. Os cintos traseiros são de 3 pontos, mas fixos (o central é abdominal). Parachoques, maçanetas e capas de retrovisores são cinzas. E as rodas são aro 13.
















Subindo um pouco na hierarquia, temos o Way 1.0, que tem a mais todo o preparo estético da versão e ainda porta-revistas nos encostos dos bancos dianteiros e rodas de 14 polegadas com pneus 175/65, por R$ 28.490,00. A versão Attractive 1.4 sai por R$ 31.080,00 e traz a mais, de série, apoio para o pé esquerdo, cintos traseiros laterais retráteis de 3 pontos, abertura interna de tanque e portamalas, console no teto, contagiros, espelhos nos dois para-sóis, porta-óculos, lavador e limpador do vidro traseiro e portaluvas iluminado. Por último – a mais cara de todas – vem a Way 1.4, que custa R$ 31.870,00 e traz a mais nada além da estética da versão e pneus de uso misto.














Os preços das versões básicas até se equiparam com os de seus concorrentes. Mas o problema está justamente naquilo que é o diferencial: a personalização. Para deixar, por exemplo, o Vivace 1.0 bem bonitinho, com parachoques e maçanetas pintados, rodas com aro 14 e mais ar, direção, vidros e travas, você pula do preço inicial para R$ 32.880,00. Até aí tudo bem, porque outros subcompactos equipados também custam isso. Só não dá para engolir o preço de R$ 40.549,00 (sem contar acessórios) da versão Attractive completa e absurdos R$ 42.369,00 pela Way completa. Ainda que venha recheado de equipamentos, fica difícil pensar num modelo pequeno com preço de hatches compactos premium mais espaçosos, potentes e praticamente com o mesmo nível de equipamentos.














Mas voltemos à idéia da personalização. Certo, o preço de certas versões não compensa; contudo, a iniciativa sim. Basta pensar nisso como um diferencial do modelo, não como algo que vá ser adquirido por todos. O maior mérito da Fiat está no fato de oferecer um carro que, vez ou outra, vai ser adquirido completo, talvez cheio de acessórios, mas que, nesta configuração, será certamente visto como um carro de imagem. E que outra montadora tem em seu portfólio um carro subcompacto de imagem? Some a isso o fato de o Uno ter histórico de confiabilidade, ser bem acabado, gostoso de dirigir, econômico (média de 8,4 km/l na cidade e 11,5 na estrada, com álcool) e, apesar de isso ser critério subjetivo, bonitinho. Está aí a receita do sucesso. Se cuida, Gol.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

PRONTAS PARA O "TRAMPO"
















Toda montadora gosta de basear o marketing de seus novos modelos na versão mais completa. Dá para entender; imagem, pelo menos no Brasil, vende mais do que praticidade. Porém, é muito comum, na apresentação oficial do modelo, que se fale das versões mais espartanas, muitas vezes mais interessantes que as top, usando mais os números – projeções de unidades fabricadas e de vendas por versão – do que, necessariamente, afirmações sobre suas qualidades.

É assim que acontece com as chamadas “picapinhas”, tão típicas do cenário automotivo brasileiro. Enquanto lá fora existem modelos e versões de picapes médias e grandes (para o nosso padrão) que jamais veremos por aqui – porque, para o brasileiro, picape média é carro de luxo –, a maioria dos brasileiros que precisam de um carro para o trabalho tem que se contentar com utilitários derivados de hatches pequenos. E para disfarçar a origem, as marcas sempre divulgam primeiro as fotos das versões top – Adventure, Cross, Escapade, Sport.

Ainda assim, o resultado dessas inúmeras adaptações, mesmo nas versões mais simples, pode acabar agradando mais do que se pensa. A nova Peugeot Hoggar (pronuncie “Ogár” mesmo, de um jeito bem brasileiro – nada de “Rôgar”) é uma prova disso: suspensão dianteira do 207 brasileiro mais suspensão traseira – incluindo caixas de roda, longarinas, eixo e piso da caçamba – do Partner. A frente do 207, adaptada do modelo europeu, se juntou a um desenho inteiramente novo da traseira, com lanternas do monovolume 1007 (vendido somente por lá). Um aplique aqui, um degrau na caçamba acolá e voilá! – a Peugeot conseguiu uma picapinha bastante jeitosa. E se, no lançamento, os holofotes ficaram todos voltados para a versão Escapade, hoje ela não tem vez aqui. Isso porque o foco principal das vendas sempre fica com as versões intermediárias, enquanto as mais simples, truculentas e “pés-de-boi” é que agüentam o tranco, na verdade. Tanto é que a Hoggar, na versão básica, carrega 92 kg a mais que a Escapade. Mas qual das versões “peladas” das picapinhas nacionais hoje vale mais a pena?













Nenhum fabricante nacional fora do quadrilátero Fiat-Ford-GM-VW tinha lançado uma picape pequena até hoje. A proposta da Peugeot, então, não deixa de ser bastante ousada, considerando que é a primeira “francesa” a pôr os pés na feira com um modelo inteiramente projetado e fabricado aqui. Custando a partir de R$ 31.400,00, a Hoggar X-Line 1.4 traz de série ajuste de altura do banco e do volante, além de trazer acabamento convincente e espaço razoável para os ocupantes. A caçamba, imensa, quase não tem o volume das caixas de rodas para atrapalhar a acomodação das cargas e a boa suspensão traseira independente traz muito conforto ao dirigir, a deixando quase em pé de igualdade com o 207. Em contrapartida, nem tampa do portaluvas ela tem e seu único opcional é o ar condicionado. A direção hidráulica não pode ser incluída nesta versão, que oferece somente a opção do motor 1.4 flex, com até 82 cv e 12,8 kgfm de torque a 3.250 rpm. É pouco, se pensarmos na enorme capacidade de carga (1.151 litros ou 742 kg, a maior do segmento). Apesar de ser bem gostoso dirigi-la, quando estiver cheia com certeza vai ser irritante conduzi-la (ainda mais com o ar condicionado ligado) ou bem difícil manobrá-la.















Suas concorrentes apostam em estratégias diferentes para conquistar o trabalhador. Custando R$ 31.615,00 no site da Ford, na prática é a Courier 1.6L Flex que acaba saindo mais em conta, graças aos descontos aplicados pela rede autorizada que derrubam seu preço para pouco mais de R$ 28 mil. O espaço na caçamba (1.050 litros ou 700 kg) ainda é seu principal argumento de vendas e, ainda que dê à picape da Ford somente o 4º lugar do comparativo, traz o mérito do bom aproveitamento do espaço - isso porque ela é larga e comprida, apesar de um pouco rasa. Junte a isto o bom desempenho do motor 1.6 Rocam de até 108,5 cv de potência e 15,6 kgfm de torque a 4.250 rpm e você tem uma ótima picape para entregar gás. Mas ainda derivada da geração antiga do Fiesta, com cabine apertada e design datado, sua defasagem frente à concorrência justifica o baixo número de vendas: parcas 2.249 unidades desde janeiro deste ano.















A Chevrolet Montana 1.4 Econo.Flex Conquest, mais barata de todas na tabela (R$ 30.084,00), concilia design ainda agradável, cabine com bom espaço, dirigibilidade interessante e desempenho idem. Está justamente no seu motor, que desenvolve até 105 cv e 13,4 kgfm a 2.800 rpm, a maior de suas vantagens: além de econômico, o bom torque em baixa rotação ajuda muito no transporte de carga nas cidades. Quanto ao espaço na caçamba, a picape da GM se beneficia de sua grande altura mais que de seu comprimento; assim, consegue o segundo maior volume e capacidade de carga (1.143 litros ou 735 kg). Em vendas, a Montana ocupa o terceiro lugar do segmento, atrás da Saveiro e da Strada, com 13.067 unidades vendidas de janeiro a abril.















A Fiat Strada Fire 1.4 Flex Cabine Simples, que custa R$ 30.440,00 no site da Fiat, convence o comprador com a resistência de sua suspensão, muito mais apropriada para o transporte frequente de cargas em terrenos acidentados. Tudo graças ao sistema de feixe de molas, que se, por um lado, compromete a dirigibilidade quando vazia e em terrenos lisos, por outro lado traz o benefício da rigidez e durabilidade. A capacidade de carga, de 1.100 litros ou 705 kg, fica aquém do que consegue Hoggar e Montana, mas não é de se desprezar. Novamente, porém, o bom desempenho da suspensão não é acompanhado por uma boa desenvoltura do motor, fraco para a proposta de carro de trabalho. O 1.4 Fire tem mais potência (até 86 cv), mas menos torque (12,5 kgfm a 3.500 rpm) que o da Hoggar (compará-lo com o da Montana, então, é covardia), e a Strada tem menos espaço na cabine, ficando à frente somente da Courier. Em vendas ela é a líder, com 33.285 unidades vendidas desde janeiro – mas deixemos claro que a maior parte deste bolo é de versões com cabines estendidas e duplas.













A VW Saveiro 1.6 Cabine Simples custa, no site, R$ 32.450,00. Básica, é a mais cara do comparativo, mas traz como principal argumento de vendas a renovação visual e a qualidade construtiva superior às das rivais. E o consumidor já tem percebido isso: em vendas ela já supera a Montana, com 17.063 unidades vendidas de janeiro a abril deste ano. Mesmo com cabine simples e na versão de entrada, seu design é fluido e bonito, sem exageros ou ressaltos (à exceção do degrau lateral, que virou moda). O espaço na cabine é bom, semelhante ao da Montana, e ainda que os materiais de acabamento sejam modestos, a qualidade de montagem é excelente. A Saveiro ainda traz boa dirigibilidade e uma suspensão bastante própria para o uso na cidade, sendo confortável mesmo vazia. Mas uma de suas principais vantagens acaba sendo também um revés, considerando que seu sistema de suspensão traseira, com eixo do Golf e molas helicoidais de ação progressiva, não é o mais apropriado para o transporte de carga. Ainda assim, sua caçamba comporta até 924 litros ou 715 kg e o motor 1.6 Flex VHT, com até 104 cv de potência e 15,6 kgfm de torque a 2.500 rpm, não tem problemas para enfrentar o trânsito com carga total.

Antes, porém, de escolher o seu utilitário, é importantíssimo solicitar uma cotação de seguro. Para esta reportagem, infelizmente, não foi possível realizar cotações. Mas picapes pequenas, especialmente as básicas, são alvos fáceis de ladrões em grandes cidades e, por isso, costumam gerar apólices com valores bem acima de seus hatches de origem. Com o segmento renovado a partir da chegada da Peugeot Hoggar, são agora 5 as (boas) opções de compra para quem quer ganhar dinheiro. É deixar sua picapinha segurada e partir para o “trampo”.

domingo, 25 de abril de 2010

NOVO RENAULT LOGAN X NOVO CHEVROLET CLASSIC X NOVO FORD FIESTA SEDAN


Os novos sedãs do segmento que é um dos mais importantes no Brasil chegam para o consumidor num período bastante prolífico da nossa indústria automotiva. Se bem que “novos” pode ser tido como força de expressão, já que o resultado mostra mais uma tentativa – às vezes bem sucedida, às vezes nem tanto – de dar sobrevida a modelos que atraem o consumidor por motivos bastante diferentes.


















Comecemos com o Ford. Sim, design é item subjetivo de escolha; mesmo assim, é fácil concluir que o trabalho da Ford no Fiesta Sedan foi muito infeliz. Antes a dianteira e a traseira, relativamente conservadoras mas bonitas e bem apropriadas para o modelo, conversavam bem. Agora, porém, o enxerto dianteiro parece "frankensteiniano" demais. É como querer colocar numa mesma passarela a Gisele Bündchen e a Mulher-Samambaia; ambas são lindas, mas não combinam. A nova frente é arrojada e arredondada. O novo capô tem um ressalto aleatório em baixo relevo, que não segue a linha dos faróis de desenho irregular e com disposição bastante interessante de luzes, e as inovações terminam com uma imensa entrada de ar hexagonal ladeada pela moldura dos faróis de neblina em forma de losangos dispostos na diagonal. Já a traseira não mudou quase nada; as lanternas continuam com o mesmo formato, mas agora têm lentes transparentes; o parachoque traseiro ficou ligeiramente diferente, com ressaltos nas laterais e pequenos orifícios nos cantos inferiores (só não dá para dizer se a intenção da Ford foi simular ponteiras de escapamento). A régua da placa agora é mais grossa e o emblema da Ford, maior. E só.


















Já o sedã da Chevrolet apresenta design importado da China. Lá, o Chevrolet Sail (nome que o Classic chinês adota) agora é um carro completamente novo, e o que foi descartado pela montadora oriental foi aproveitado pela fábrica brasileira. De todas as formas, não se pode negar que qualquer novidade neste segmento pode e deve ser vista com bons olhos; o novo Classic, apesar de ter ficado com uma cara meio oriental, ficou bonito. Enquanto a dianteira lembra a do Honda Civic 2002, com faróis de defletor simples, novo parachoque e grade com um único friso (e que não acompanha a evolução em design dos demais modelos da marca), a traseira lembra a do Toyota Corolla 2000, com lanternas que invadem a tampa do portamalas, nova iluminação para a placa (antes inferior, agora é superior) e novo parachoque, mais encorpado e que gera a impressão de um carro maior, visto de trás. Somam-se às mudanças o acréscimo de repetidores laterais das setas (os mesmos do Astra) e a retirada das molduras plásticas dos paralamas, que agora são parte da carroceria.


















O carro da Renault, por sua vez, continua quadradão. Ok, deram uma arredondada aqui, uma alisada acolá e um polimento ali, mas na essência ele é o mesmo carro projetado para ser grande, resistente e barato, e não para agradar aos olhos necessariamente. Ainda assim ele ficou mais atraente: a dianteira está mais pronunciada, com novos faróis (ainda que não muito diferentes dos anteriores), novo parachoque (com entrada de ar em posição invertida em relação à anterior) e – o que mais chama a atenção – nova grade com aplique superior cromado. Já a traseira agora tem nova tampa do portamalas, com aplique cromado na parte inferior e extensão superior que imita um aerofólio e se integra ao desenho das novas lanternas, de desenho mais moderno, terminando suas inovações com o novo parachoque, com olhos-de-gato nos cantos inferiores. O resultado geral ficou bom, fazendo o Logan parecer mais requintado do que é. E isso chama a atenção do consumidor.


Chevrolet Classic - Interior


No interior dos 3 modelos as mudanças foram variadas. O Fiesta Sedan apresenta a mesma disposição de instrumentos, mas com nova grafia e iluminação do painel de instrumentos e nova padronagem de tecidos. No Classic, tudo continua exatamente igual: num segmento racional como este, onde as pessoas ponderam muito mais sobre o conforto e a economia que sobre design, colocar uma casca nova sobre um conteúdo cansado pode ser um tiro no pé. Já o Logan é o que apresenta maior número de inovações: nova grafia dos instrumentos, ajuste de altura da coluna de direção (vinculada à direção hidráulica), nova padronagem de tecidos, novo desenho da parte intermediária do painel (semelhante ao do Sandero) e a migração dos controles de vidros para as portas, que também contam agora com novos puxadores, iguais aos do Sandero. Na parte mecânica, todos continuam exatamente iguais, a não ser pelo acréscimo do ABS como opcional para o Logan.


Ford Fiesta Sedan - Interior


O Fiesta Sedan mantém as mesmas versões e motorizações (1.0 8v com 69/72 cv e 1.6 8v com 101/106 cv – valores reduzidos para atender à legislação que impõe novos limites de poluentes). O Logan, que já tinha perdido o motor 1.6 16v, agora perdeu a versão Privilége e oferece somente as versões Authentique, com motor 1.0 16v (76/77 cv), e Expression, que pode trazer tanto este quanto o 1.6 8v (92/95 cv). E o Classic agora adota a mesma nomenclatura de versões que foi inaugurada pelo Agile, trazendo a versão única LS com motor 1.0 8v (77/78 cv). Quanto aos preços, o mais barato é o Classic, que parte de R$ 28.294,00. Já o Logan tem preço mínimo estipulado em R$ 28.690,00 (versão Authentique 1.0 16v), mas não tem nem ar quente como item de série. E o mais caro é o Fiesta, que, hoje, custa no site a partir de R$ 32.920,00 (a Ford ainda não divulgou os preços oficiais, mas não se cogita grandes oscilações). Esta é uma diferença considerável, suficiente para equipar qualquer um dos dois concorrentes com ar condicionado, direção hidráulica e mais alguns itens de conforto.


Renault Logan - Interior


Mantendo os propulsores e toda a estrutura mecânica, todos eles continuam trazendo as mesmas qualidades e defeitos que já tinham. Quem prefere um sedã bom de dirigir (porém, com desempenho modesto), com relativo espaço interno e diferenciais como as articulações pantográficas na tampa do portamalas, tem no Fiesta Sedan uma boa opção – ainda que tenham que engolir a esquisitice realizada pela Ford no desenho. Quem prefere um sedã com desempenho melhor que os demais (e até que alguns 1.4 do mercado), econômico, muito ágil no trânsito urbano e muito fácil de manter, tem como melhor opção o Classic – mesmo que tenha que abrir mão do espaço. E quem quer um sedã com espaço de médio e preço de pequeno, boa dirigibilidade e manutenção barata, com certeza vai ficar satisfeito com o Logan. Escolha o seu.